quarta-feira, 30 de março de 2011

FRAUDES CONTABILÍSTICAS E INTERNAS

Nesta secção falarei sobre o assunto das fraudes internas e/ou contabilísticas em termos gerais e com uma finalidade informativa básica.
Por fraudes internas entende-se normalmente um conjunto muito amplo de actos ilícitos sofridos pelas empresas e perpetrados por funcionários, clientes ou fornecedores da mesma, ou seja por pessoas que já mantêm um relacionamento estável e, normalmente, de confiança com a empresa.
Existem poucos dados estatísticos sobre a situação das fraudes internas no mundo. Segundo algumas fontes os números principais seriam os seguintes:
  • 43,48% das perdas são por apropriação indevida, 30,43% por corrupção e 21,74% por roubos ou outras fraudes.
  • 81,20% dos fraudadores tem o nível académico do secundário ou superior.
  • 34,33% das fraudes causam perdas de 1 a 10.000 €, 44,78% causam perdas de 10 mil a 100 mil € e 20,89% causam perdas acima de 100 mil €uros.
  • Em média as empresas fraudadas perdem de 7% a 10% da facturação global.
Para termos uma ideia melhor, porém, podemos utilizar as várias estatísticas e estimativas que existem para os EUA:
  • Prejuízo anual na casa de USD 200 biliões (segundo outras fontes seriam USD 600 biliões) relacionado a fraudes internas (ou seja algo perto de 2,5% do PIB do país).
  • Aproximadamente 80% das empresas perdem entre 0,5% e 2% sobre o facturação devido a fraudes internas.
  • 69% das empresas tem suspeitas de que existam desonestidades ou já viveram a experiência de um problema de fraude interna.
  • Desonestidade de directores, funcionários e colaboradores foram a causa principal em mais de 50% dos casos de falência de bancos nos últimos anos.
  • Um terço das falências de empresas é atribuído a fraudes internas.
  • Somente 30% das perdas no mercado são devidas a ladrões, os funcionários são responsáveis por 70%.
Em muitos casos a detecção deste tipo de fraudes é bastante complicado por enfrentar poderosos interesses de funcionários em posições chave.

Existem casos famosos como as recentes fraudes bilionárias que faliram várias gigantescas multinacionais americanas e que foram realizadas através maquilhagem dos balanços.

Poderia ser escrita uma secção adicional (mas não é o objectivo deste site) sobre fraudes nas repartições públicas e nas entidades administradas pelo estado.
As fraudes internas podem normalmente ser divididas em duas grandes famílias:
 
a) fraudes com registo nos livros contabilisticos.
Desta categoria fazem parte as fraudes que afectam directamente o fluxo contabilístico ou de caixa da empresa. Exemplos são fraudes nos seguintes moldes:
  • facturação irregular (serviços não prestados, mercadorias não entregues, sobrefacturação etc...);
  • lançamento de pagamentos indevidos ou fictícios;
  • reembolsos irregulares (por viagens, despesas, ...);
  • alterações, desvios e/ou roubos nos stocks de mercadorias ou nos bens da empresa;
  • troca de dinheiro da empresa por recebíveis (muitas vezes pouco líquidos);
  • lançamento de despesas "de consumo" irregulares;
  • omissões ou falsificações nos regístos de operações contabilísticas ou de recebimentos;
  • falsificação de facturas ou documentos contabilísticos;
  • operações financeiras irregulares.
Na maioria dos casos, este tipo de fraude pode ser detectado no momento dos pagamentos, ou seja da saída do dinheiro da empresa para a estrutura dos fraudadores.
 
b) fraudes sem registo nos livros contabilísticos.
Desta categoria fazem parte todas as fraudes que não afectam directamente o fluxo normal da contabilidade. Exemplos são fraudes nos seguintes moldes:
  • descontos excessívos ou indevidos a clientes;
  • frequentes vendas a dinheiro (com descontos não transparentes);
  • descontos de fornecedores não creditados à empresa;
  • corrupção geral;
  • ganho de comissões em troca de vantagens junto à empresa;
  • negociações de créditos ou dívidas.
Este tipo de fraude envolve normalmente valores mais elevados que não as do tipo anterior.
 
Entre os meios mais eficazes para se combater as fraudes internas recordarei os seguintes:
  • Realização de frequentes e rigorosas auditorias nas áreas de negócios sensíveis ás fraudes.
  • Troca periódica (a cada dois ou três anos no máximo) dos auditores.
  • Criação de um apropriado manual de normas e procedimentos internos, a ser aplicado pelos funcionários em todas as funções sensíveis.
  • Estruturação de um sistema de administração e monitorização eficientes com troca e verificação constante e redundante de informações entre vários departamentos.
  • Rotação frequente, quando possível, de funcionários em posições sensíveis a fraudes.
  • Criação de equipas para condução de funções chave e sensíveis a fraudes, eliminando estruturas de decisão e centros de controle independentes.
  • Monitorização de mudanças repentinas e/ou injustificadas no estilo de vida ou comportamento de funcionários responsáveis por posições sensíveis.
  • Comparação periódica de dados e informações administrativas e operacionais com as médias de mercado para as áreas equivalentes e homogéneas.
  • Prestar atenção às reclamações de fornecedores e/ou clientes que possam ter origem em comportamentos fraudulentos de funcionários.

DECLARAÇÃO PARA A IMPRENSA SOBRE O ESQUEMA DA FRAUDE FINANCEIRA AVANÇADA

CENTRAL BANK OF NIGERIA
  
DECLARAÇÃO PARA A IMPRENSA SOBRE O ESQUEMA DA FRAUDE FINANCEIRA AVANÇADA

 NÃO SEJA ENGANADO! MUITOS TEM PERDIDO DINHEIRO!
  
SE É BOM DE MAIS PARA SER VERDADE ENTÃO NÃO É VERDADE!!!
 
  1. As campanhas publicitárias saídas do Central Bank of Nigeria (CBN) e do Governo da Republica Federal da Nigéria tem provado o seu sucesso na sensibilização publica sobre a ameaça da fraude financeira avançada e da falsidade de que se pode fazer dinheiro fácil na Nigéria. Consequentemente a participação de incidentes de fraudes financeiras avançadas (A.K.A. “419”), tem decaído significativamente. Contudo, continuam a aparecer pessoas que caíram como vitimas das solicitações dos vigaristas da fraude financeira. O aviso é, para além do mais, destinado especificamente a beneficiar aqueles que sendo mal conduzidos, no intuito de fazerem dinheiro fácil á custa da Nigéria, foram defraudados por vigaristas internacionais.
  2. A fraude financeira avançada é perpetrada motivando a vitima com uma grande proposta de “negócio” que promete milhões de dólares como recompensa. A carta do esquema normalmente promete transferir enormes valores de dinheiro, geralmente em dólares Americanos, provenientes de determinados contractos, destinados ás contas bancárias indicadas, para serem partilhados em determinadas percentagens entre as partes. Uma resposta favorável á carta é seguida justificando porque o dinheiro não pode ser transferido de imediato, seguido do pedido de pagamentos de várias “taxas” e “impostos” supostamente para facilitar o envio dos alegados fundos. A utilização de documentos “falsos” do Governo, Central Bank of Nigeria, Nigerian National Petroleum Corporation etc, são uma prática comum.
  3. Os vigaristas normalmente pedem que a transacção seja feita debaixo de grande confidencialidade. Às vezes, as ‘vitimas’ são convidadas para a Nigéria onde são recebidas pelos vigaristas fazendo-se passar por altos funcionários do Governo Nigeriano e oferecendo-lhes uma recepção principesca com tapete-vermelho. È muito frequente os vigaristas arranjarem comités Governamentais fictícios para obterem os pagamentos. Também não é pouco vulgar para eles fazerem anúncios falsos nos jornais publicitando as aprovações pretendidas para transferir os fundos que não existem.
  4. Para consumar a transacção, serão pedidos á ‘vitima’ o pagamento de diversos honorários com diversos fins: custos de processamento, taxas desconhecidas, pagamento de registos, pagamentos de reconhecimentos notariais, pagamentos á Recuperação Económica Nacional, IVA, auditorias, cobertura de seguros, etc. A colecção destes “pagamentos adiantados” são o verdadeiro objectivo do esquema!
  5. Uma variante recente do esquema direcciona inicialmente para organizações de caridade e religiosas envolvendo a herança proveniente de um testamento falso. Novamente o único objectivo é receber os “pagamentos de impostos” já descritos acima. Uma nova estratégia que também tem sido usada para enganar as ‘vitimas’ é uma oferta para usar químicos para transformar papel comum em notas de dólares Americanos, que de seguida será dividido pelas partes.
  6. Fica novamente avisado , no seu próprio interesse, para não se deixar enganar por estes pedidos fraudulentos ou esquemas. Investidores genuínos que querem investir na Nigéria ficam alertados para consultarem as Câmaras do Comercio I Industria dos seus países, ou a Câmara do Comercio e Industria da Nigéria, Associação dos Produtores da Nigéria, Ministérios Federais do Comercio e Industria, Missões nigerianas no seu próprio país, as vossas embaixadas ou Alto Comissariado na Nigeria para aconselhamento adequado.
  7. O Banco Central e o Governo Federal da Nigéria não podem nem deverão ser responsabilizados por negócio fictícios e obscuros de intenções criminosas. Como instituição responsável, o Banco Central da Nigéria alerta novamente todos os receptores de cartas fraudulentas e negócios fictícios, que não existem contracto a pagamento guardados nos cofres do banco. Ficam mais uma vez avisados de que todos os documentos apresentados para pagamento, reclamações, ou transferencias levadas a cabo pelo banco, sendo quadros superiores ou do Governo da republica Federal da Nigéria, para as propostas acima descritas, são tudo falsificações, documentos .«fictícios e fraudulentos.
  8. Por favor junte-se ao Banco Central e ao Governo federal da Nigéria para combater as organizações criminosas que jogam com a ambição e ganância das suas vitimas participando qualquer pedido ás forças da lei da sua localidade ou á International Police Organisation (Interpol)
  9. Já foi avisado várias vezes anteriormente! Foi de novo avisado agora !!
  CENTRAL BANK OF NIGERIA
Samuel Ladoke Akintola Way
P.M.B. 0187
Garki, Abuja,
NIGERIA
(Tradução da Declaração para a Imprensa do Banco central da Nigéria)