segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Porto de Santos precisa de "Poupatempo" para enfrentar burocracia, diz Fiesp

Se o porto de Santos tivesse um “Poupatempo” (sistema do governo de São Paulo que presta serviços para o cidadão num lugar só), a burocracia seria combatida e as operações ficariam 50% mais rápidas.

A avaliação é do diretor da Fiesp/Ciesp em Santos, Ronaldo de Souza Forte. “A burocracia diminui a rapidez das operações. Esperam-se até 6 horas por uma autorização da Alfândega. Um ‘Poupatempo’ do comércio exterior evitaria redundância de fiscalização.”

Para ele, essa desburocratização não facilitaria a ocorrência de fraudes. “Ao contrário. A fraude ocorre por deficiência de comunicação entre as entidades. Alguns controles passariam de manuais para automáticos. Seria como uma malha fina do Imposto de Renda. Hoje a Receita Federal tem muito mais rapidez, sem interferência humana.”

Marcelino Rafart de Seras, presidente da EcoRodovias, que administra o Ecopatio –uma área de triagem dos caminhões destinados ao porto de Santos- também sugere uma organização melhor do trabalho portuário, que integre as diferentes etapas de transporte de carga.

“Acho que falta um CCO (Centro de Controle Operacional) dos terminais, das vias de acesso aos terminais. Quanto mais transparência ao usuário, ao transportador, mais ele toma decisões certas. Pode haveria câmeras, contadores de tráfego, informação sobre os navios que estão chegando”, diz Seras.

Mauro Salgado, diretor-administrativo da Santos Brasil, que administra o Tecon (Terminal de Contêineres) em Santos propõe uso de “programação e inteligência”.

É assim que o Tecon consegue carregar e descarregar navios inteiros em poucas horas. “Usamos as janelas de atracação –todos os navios que atracam no Tecon obedecem a programação definida meses antes. Isso aumentou muito a eficiência”, afirma Salgado.

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